quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


Jesus,

Peço que receba com carinho em teus braços uma pessoa muito especial que está subindo ao teu encontro hoje. Sei que ao teu lado ele estará melhor e finalmente terá o descanso que tanto relutou aqui na terra. Eu tento Jesus, entender os teus desígnios, mas apesar de todo esclarecimento que tenho, não consigo evitar as coisas se revirarem aqui por dentro, até rebulir tanto, que expulsa umas lágrimas teimosas. Isso aqui não é uma lamúria de tristeza, é só uma prece escrita, para agradecer a oportunidade de ter conhecido Edgar Falcão em vida. Agradecer pela oportunidade, pela atenção, pelo incentivo, pelo carinho, pela amizade, pelos ensinamentos... por ser alguém que me fez sentir especial, que me dava doses diárias de confiança e auto-estima e que acreditava em mim, mais do que eu mesma. Senhor, cuida dele, envia teus bons amigos para que ele possa receber a assitência necessária e caminhe para luz.




quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Coisa de quem sente


Estou aqui. Antes de tudo porque é preciso liberar umas borboletas que vivem presas ao meu estômago, elas precisam descobrir que é melhor viver aqui fora (ou não). É um artifício quase eficiente, vomitar umas coisas por aqui e depois ir limpa, deitar a cabeça no travesseiro ao som desconfortável dos pensamentos corrosivos, ácidos que vão destruindo lentamente meu estômago. Por tantas vezes eu me pego vivendo no planeta de algodão doce que eu criei pra mim, pra que eu possa fugir quando tiver azedo, frio, apertado ou solto demais. Eu prefiro ficar lá sozinha, acreditando nas fantasias mais improváveis, do que estar aqui, onde eu estou agora, do lado de cá. Aqui é tudo muito difícil, o ritmo acelerado me deixa tonta, baixa a minha pressão, baixa a minha estima, há 22 anos sofro de problemas de adaptação ao ambiente, a terra (acabo de descobrir porque tô sempre adoecendo).


Parece que a culpa é minha, de insistir em ter fé nas coisas e nas pessoas, mas isso tá errado, sabia? Pelo menos eu acredito que se deve acreditar...Eu acredito tanto, tanto, que me canso de vez em quando. É tão perigoso acreditar, sou cobaia constante disso. Perigosamente confortante, uma esperança profunda que nasce naturalmente de dentro do peito e quando eu me dou conta imundou minha alma. Não quero nexo pra nada disso aqui, quero apenas aliviar um cérebro sobrecarregado com essa pressão assassina das coisas do mundo adulto, o qual eu essencialmente nunca pertencerei, apesar de sempre ter pertencido. Contraditório. Mas esse sapatos gigantes que vem vez por outra esmagar sua força de vontade e deixar sua atitude apática, sua vida morna, ou então ferve tudo de uma vez até entrar em ebulição. Parece que tudo é ruim, frio, morno, quente... melhor evaporar e sumir. Tudo de ruim, evaporar e sumir, simples e prático.


Pronto, agora que coloquei tudo aqui no liquidificador, a gororoba tá mexida e pronta pra ir pro lixo, onde tudo que não serve deve estar. E eu continuo me recusando a me adaptar.


sábado, 28 de agosto de 2010

Do it yourself!


O processo é um pouco mais lento, mas com sorte você deixa tudo da cor que você quer.

sexta-feira, 9 de julho de 2010


Eu me exponho constantemente aos meus medos, sozinha. Assim eu me acostumo a verdade da vida.

domingo, 27 de junho de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Pelos póros


Eu sou tudo que eu não esqueci, eu sou construída todos os dias, como um fio de gente que vai se tecendo, até formar um vestido que talvez nunca fique pronto. Eu sou eu com medo do escuro, como quem se delicia e se entrega, como uma criança que descobre o mundo, a cada minuto. Agora já é outro mundo; Eu que não sei andar de bicicleta, nem cozinhar e nem ser feliz sozinha e nem infeliz. Nada sozinha. Eu que sou impulso e também sou fraqueza, que sou duas faces diferentes, na mesma cabeça... Eu que sou a melhor do mundo em intensificar, em falar de mim, quando eu ainda me conhecendo. E sem um monte dessas coisas tolas e minhas, sem até minhas marquinhas de catapora e meu desengonço pra coisas banais, talvez eu fosse melhor ou pior, mas a certeza é que eu não seria. Eu sou um desastre, sou sempre tropeços em sua busca incansável pelo equilíbrio, que fugiu de moto quando eu ainda nem sabia o que era viver. Viver em uma terceira dimensão correndo pelos corredores estreitos do mundo, sempre atrasada, sempre com pressa, sempre apertada e sem muita luz no fim do túnel. Quer dizer quando eu fecho os olhos eu geralmente vejo, mas ela some quando eu abro. Vai ver eu deveria buscar ela dentro, que é um caminho mais seguro. Ou não. E assim como eu que sigo um ritmo acelerado, crescente, dramático, que pára repentinamente, sem razão aparente, esse texto também pára por aqui.