segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
De volta a terapia
Resisti o quanto pude a entrar aqui e fazer essa postagem. Isso porque o nome desse blog deveria ser "tons de deprê" e não tons de lilás, você espreme e escorre um misto de dor e esperança, muitos altos e baixos pra uma pessoa só. Mas essa é minha terapia, então cá estou eu pra tentar expurgar de mim esse monstro feio, que tá comendo todos os meus órgãos por dentro. Pelo tempo que deixei de estar aqui, parece que as coisas andaram organizadas, mas não foi. Acho que eu me organizei por dentro e evitei um tanto. Mas de fato as coisas estavam menos desmanteladas... até o navio começar a naufragar e eu ficar sem força nenhuma, pra nadar, pra pedir ajuda, pra tentar me salvar, mesmo assim eu continuo boiando, hora submersa, hora respirando, porque é proibido se entregar, só por isso. Eu acho que a vida é mesmo assim, um mar enorme, imprevisível e se nadar a onda pega, se ficar o tubarão come (ótima comparação FAIL). Essa história de que é proibido se entregar, é muito cruel, te obriga a lutar sem força, te pressiona até a exaustão. Introjetei isso de não desistir e acabei me tornando uma grande loser, loser até o fim, porque nem disso eu desisto. Acho que foi um grande erro eu ter nascido peixes com ascendente em cancêr, 2 dias e eu poderia ser ariana torta, imune a essa bagaceira de mundo. Acho que tô um tanto melhorzinha, então já fez seu papel de psicoblogterapia.
Espero não voltar em breve... but.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Na cara.
As vezes a gente sente a vida batendo na nossa cara, no meu caso de vez em sempre ela arruma um jeito de bater na minha cara. Acho que puxão de orelha deve ser pouco pra me ensinar alguma coisa. E eu não pensei que eu estaria aqui tão rapidamente em 2012 e se estou aqui, é porque possivelmente estou fora de mim, tentando me encontrar nessa multidão de coisas que circulam na minha cabeça. A gente costuma se arrepender quando faz alguma coisa errada, eu me arrependo de fazer a coisa certa, de ser tão ridiculamente certinha. sabe essas mocinhas de novela, que você assiste e só consegue pensar o quanto idiota ela é e quer bater na cara dela? Acho que é por isso que a vida bate tanto na minha cara.
As fechaduras estão quebradas, as chaves estão perdidas e a essa hora eu só consigo estar aqui sobrevivendo apesar da falta de ar e pedindo pra que a vida seja um pouco menos cruel, não precisa parar de ser, seria pedir demais, um pouco menos cruel, só um pouquinho. E apesar de todo o cansaço o sono não vem, a paz não vem e eu só queria ser guiada até minha casa, a casa que eu não sei onde fica, mas que tenho certeza que não é aqui nesse planeta. E antes que essas palavras duras, que passam rasgando o resto de coisa que tem aqui dentro encham todas as linhas desse blog, vou eu mesma tentar colar os meus pedaços e levantar, eu sei que jajá vem outra tapa na cara e eu preciso ser forte. Até mais.
As fechaduras estão quebradas, as chaves estão perdidas e a essa hora eu só consigo estar aqui sobrevivendo apesar da falta de ar e pedindo pra que a vida seja um pouco menos cruel, não precisa parar de ser, seria pedir demais, um pouco menos cruel, só um pouquinho. E apesar de todo o cansaço o sono não vem, a paz não vem e eu só queria ser guiada até minha casa, a casa que eu não sei onde fica, mas que tenho certeza que não é aqui nesse planeta. E antes que essas palavras duras, que passam rasgando o resto de coisa que tem aqui dentro encham todas as linhas desse blog, vou eu mesma tentar colar os meus pedaços e levantar, eu sei que jajá vem outra tapa na cara e eu preciso ser forte. Até mais.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Nada de jogar pra baixo do tapete!
Mude se achar que deve. Comece pelo cabelo e continue até que chegue as estruturas mais internas, aquelas que são congeladas que nem o tempo conseguiu atingir. Faça o que for preciso, mas mude pra melhor, comece demolindo o que não serve, feito um trator por dentro, pode machucar, doer, mas é pra melhor, foque nisso e não esqueça.. Pra melhor. Continue, construindo novas estruturas e recomece quantas vezes preciso, nada é mais duro do que ouvir e enxergar a si mesma, por isso silêncio! Silêncio pra distinguir música de barulho, inquietação de Estabilidade, o que é de plástico, de papel e de ferro.
Deve ser possível fazer essa faxina toda, nunca tentei, mas tô a fim de experimentar. Como toda faxina deve dar dó ter que jogar algumas coisas fora, se desprender do velho hábito do apego ao que não serve, mas pense no depois, a sensação de casa limpa é impagável, mesmo que seja por um tempo, até que chegue alguém pra bagunçar tudo novamente. Mas antes de tudo isso, antes de qualquer coisa acredite em você. Acredite que quando seu coração não disser nada, ele está sim dizendo muita coisa. Sinta-se por dentro e por fora e veja como você vale a pena pra si mesma. Ai recomece, quantas vezes for preciso. A utilidade das coisas deve ser considerada e tudo tem um tempo útil e depois... Depois é hora da faxina.
Deve ser possível fazer essa faxina toda, nunca tentei, mas tô a fim de experimentar. Como toda faxina deve dar dó ter que jogar algumas coisas fora, se desprender do velho hábito do apego ao que não serve, mas pense no depois, a sensação de casa limpa é impagável, mesmo que seja por um tempo, até que chegue alguém pra bagunçar tudo novamente. Mas antes de tudo isso, antes de qualquer coisa acredite em você. Acredite que quando seu coração não disser nada, ele está sim dizendo muita coisa. Sinta-se por dentro e por fora e veja como você vale a pena pra si mesma. Ai recomece, quantas vezes for preciso. A utilidade das coisas deve ser considerada e tudo tem um tempo útil e depois... Depois é hora da faxina.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Para o amor.
Eu sei. E porque sei que a brevidade da vida nada mais é do que uma passagem, um ensaio para a verdadeira vida, a do espírito, que estou firme pela fé, pela certeza de que nada acabou, pela certeza de que o que começa agora, são os planos gloriosos e maiores de Deus. Qualquer separação material é uma amputação de um pedacinho que te construiu, mesmo que temporaria.. é preciso compreensão para entender os desígnios do mestre. Eu sei, compreendo, mas eu sinto. Eu sinto uma dorzinha latente, conformada, mas aguda. Acho que é a dorzinha de amar sem egoísmo. Por que Jesus atendeu as nossas preces e não deixou que o sofrimento se fizesse presente, pra uma anjinha da guarda que ele mandou pra zelar pela vida de tanta gente. Esse texto ia ser bem doído, desses que você escreve porque não digeriu, mas a bondade de Deus é tão imensa, que nesse momento ele me ampara com seus dois braços e me diz: filha, eu estou aqui. Eu posso sentir Deus, porque eu sinto toda a força que ele me dá, logo eu que sou tão sensível. Nunca me doeu tanto entrar naquela cidade, nunca me doeu tanto olhar aquelas casinhas. Cada metro que se passava diante da minha vista era um nó que dava no meu coração, afinal, que sentido tem aquilo tudo, sem o amor? Lá em João Alfredo sempre morou o amor pra mim. Era pra lá que ia quando queria encontra-lo, era só lá que eu me sentia perto de mim. E esse amor, eu sei que posso encontra-lo no meu coração, mas me dói tudinho naquela cidade, que não me deixa esquecer nunca o que eu sou, o que eu devo ser e o que nunca posso perder. A maior lição que o amor me deu, o amor em forma de gente, foi sobre felicidade e simplicidade. Que lindo, é tão lindo que aperta o peito, mas acalma logo em seguida. A lição do sorriso, da tranquilidade, da solidariedade, da força e da resignação. Minha vovó, que tanto colo, amor e moedas me deu, me deixou o maior legado que poderia ter me deixado: o seu exemplo. Deuzinho, guarda ela na melhor das tuas moradas, que ela agora interceda por nós em oração, como sempre intercedeu. Com um coração bem leve e tranquilo, invadido pela emoção da saudade, eu despejo aqui esse texto que seja levado como uma prece, para o amor em forma de velhinha, vovó Iracema.
quarta-feira, 18 de maio de 2011

Seigneur, faites de moi un instrument de votre paix.
Là où il y a de la haine, que je mette l’amour.
Là où il y a l’offense, que je mette le pardon.
Là où il y a la discorde, que je mette l’union.
Là où il y a l’erreur, que je mette la vérité.
Là où il y a le doute, que je mette la foi.
Là où il y a le désespoir, que je mette l’espérance.
Là où il y a les ténèbres, que je mette votre lumière.
Là où il y a la tristesse, que je mette la joie.
Ô Maître, que je ne cherche pas tant à être consolé qu’à consoler, à être compris qu’à comprendre, à être aimé qu’à aimer, car c’est en donnant qu’on reçoit, c’est en s’oubliant qu’on trouve, c’est en pardonnant qu’on est pardonné, c’est en mourant qu’on ressuscite à l’éternelle vie.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
silêncio

É preciso estar aqui quando se quer chorar baixinho. Eu nem sei explicar como é misto e contraditório, um alívio misturado com sentimento de perda, sim é um luto. Luto pelo que significa, por aquela dorzinha latente. Dizem que a gente se acostuma até com o que é ruim né... a gente se acostuma e sente falta. Agora é preciso mais do que nunca sentir baixinho, chorar baixinho enquanto espera amanhecer. Essa fortaleza existe, mas se perde quando eu tô sozinha, no meu quarto, livre de qualquer papel que eu seja obrigada a representar. Pelo bem e pela felicidade de todos, Deus me ouviu e agora o futuro vai ser leve. Enquanto isso eu vivo meu luto baixinho, sou assim frágil, mas não quebro.
"A chuva e um tanto de tempo pra molhar
e o vento que bate pra gente se secar...
....que a gente na vida foi feito pra voar"
(Marcelo Camelo)
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